Setembro Amarelo

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Pois é, já estamos no fim do mês e ainda não falei do setembro amarelo. Não pense que esqueci ou não me importo, é só que as coisas andam corridas, a vida complicando e queria ser o mais verdadeira possível com vocês!

Adoraria dizer que não chorei nenhuma vez nesse mês, que a alegria esteve presente todos os dias, que me amei intensamente e que não tive aquele sentimento de inutilidade, mas todas essas não passariam de grandes mentiras!

Ainda hoje chorei e senti que não faço nada direito, ainda hoje me olhei no espelho e odiei o que vi. Nesse mês então, chorei a maior parte dos dias, por vezes quase perdi a esperança, por vezes suplicando para que esse sentimento parasse e as coisas dessem certo... É não foi nem um pouco fácil! Entretanto, hoje também sorri, quase chorei de emoção ao ser surpreendida, tirei uma nota boa naquela matéria difícil, ganhei vários abraços e falei com pessoas que estavam distantes.

Creio que esse seja um dos maiores problemas da depressão, pois apesar de estarem acontecendo coisas boas em nossas vidas, ela só nos deixa focar nas coisas ruins, ela nos faz crer que a vida não é tão boa e tenta nos tirar a esperança.

Se você está lutando contra a depressão, saiba que não está sozinho, que tem sim alguém que se importa e que sentirá extremamente sua falta se você partir. Saiba que esse é só um momento difícil e não uma vida horrível. Sei o quanto é difícil crer nisso, que parecem idéias irreais, porém são verdades!

Confia em mim, que conheço teus medos, anseios e desesperos. Conheço os sintomas e resultados, conheço cada sentimento e também aquela voizinha que nos martiriza. Ah, conheço muito bem tudo isso! Quero te contar que já estou superando tudo isso (ao menos tentando), aguentando firme e sendo assim, sei que você também consegue, saiba que acredito em você!

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E para todos que leem este texto, peço para que não esperem setembro para serem gentis! Todos possuímos problemas e dias ruins, mas adivinha? Descontar nos outros não ajuda em nada, muito pelo contrário só piora as coisas, até porque você não conhece as batalhas que o outro está travando.

Por favor, pare com essa ideia de que quem é frio é forte, de que quem menos demonstra é melhor, por favor pare agora com isso! Se você ama, demonstre sem medo.

Vamos lá, se você sente: abrace, sorria, dê bom dia, diga obrigado, peça desculpas, conte uma história engraçada quando alguém estiver triste, ofereça consolo, convide para um café, elogie seu colega de trabalho pelo serviço bem feito, lembre seu amigo do quanto ele é especial, envie uma mensagem para saber como foi o dia, deixe bilhetes de incentivo, são coisas simples e talvez pareçam um pouco bobas, mas que fazem um bem danado! Vai por mim, coisas assim são capazes de mudar o dia de alguém, a semana, o mês... Para ser sincera, últimamente ando necessitando de qualquer uma dessas coisas.

SR. HOLMES, DO MITCH CULLIN




Livro: Sr. Holmes
Gênero: Drama
Escritor: Mitch Cullin
Editora: Intrínseca
Páginas: 240



" - Parece que, ou melhor, ocorre que, às vezes acontecem coisas que fogem ao nosso entendimento, minha cara, e a realidade injusta é que esses acontecimentos, sendo tão ilógicos para nós, desprovidos de qualquer razão que possamos lhes atribuir, são mesmo o que são e, infelizmente, nada além disso. E eu acredito, acredito de verdade, que essa é a noção mais difícil de aceitar."  
Pág. 224



Você já imaginou Sherlock Holmes envelhecendo? Consegue imaginá-lo idoso? Ou ainda, sem o Watson? Talvez vivendo em uma fazenda, cuidando de abelhas ao invés de resolver crimes e enigmas? O autor Mitch Cullin conseguiu ir além de imaginar e trouxe essa proposta para o livro Sr. Holmes, onde nos apresenta um Sherlock com 93 anos, bem diferente de como estamos acostumados.


Agora ele vive sozinho, na tranquilidade de sua fazenda, criando abelhas em um apiário com a ajuda do filho da sua emprega, o jovem Roger, um personagem pelo qual, tanto o Sherlock, quanto o leitor, vão desenvolvendo afeição e apego.


Mesmo aposentado, Holmes continua recebendo correspondências, assim como tenta dar continuidade a manuscritos e tenta registrar da melhor forma suas memórias, documentando-as. Mas somos apresentados a um Sherlock diferente, mais humanizado, até mesmo com mais sensibilidade, talvez devido a idade, ou a solidão.


Achei a proposta do livro bem ousada, nessa tentativa de fazer uma reconstrução do Holmes, de nos fazer imaginá-lo mais velho. Eu nunca pressupus como seria o detetive nessa idade, como seria o seu futuro, nunca o vi longe de Londres, sem o Watson ou com uma memória comprometida. Mas o escritor conseguiu ser convincente e ao mesmo tempo tocante. É como ler a história de um velho amigo, alguém real.





" "Qual é o significado de tudo isso? Qual o objetivo dessa tristeza toda? Deve ter algum propósito, ou então o universo é governado pelo acaso. Mas qual é o propósito?" " 
Pág. 168

Admito que essa leitura foi um tanto quanto melancólica. Foi como ler uma biografia, pareceu muito real e até mesmo íntimo. Mesmo não apresentando reviravoltas, suspenses ou mistérios surpreendentes, a história se mostra cativante e ao mesmo tempo sensível. É apenas a narração sobre dias e memórias de um homem que viveu muito, não digo apenas em anos, mas de histórias, momentos, além daqueles registrados por Watson. 

Antes de recomendar deixo o aviso de que a leitura pode ser um pouco lenta. Mas como me surpreendi ao terminar essa leitura, não posso deixar de recomendar. Quem ficou interessado, dê uma chance para essa história, sem nada em mente, não tenha pré-julgamentos. Apenas deixe a leitura te alcançar e quem sabe ela também te sensibilize.

Terminar esse livro gerou em mim um emaranhado de emoções. Foi uma história muito comovente, mesmo não sendo o estilo de livro e escrita das quais eu esteja familiarizada. Sr. Holmes tem sua singularidade, aos meus olhos, um tanto quanto poético e que é capaz de encantar o leitor. Pode ser que não agrade a todos, mas acredito que a tentativa valha a pena.



" Não será por meio de dogmas de doutrinas arcaicas que você adquirirá maior discernimento, mas sim pela evolução contínua da ciência, e por meio de suas perspicazes observações do meio natural além da janela. Para compreender verdadeiramente a si mesmo, o que também é compreender verdadeiramente o mundo, basta olhar para a vida abundante ao seu redor - o prado florido, as flores inexploradas. Sem que isso se torne o objetivo primordial da humanidade, não prevejo a chegada de uma verdadeira era de iluminação." 
Pág. 87


Lembrando que esse livro inspirou um filme, então para quem não ficou convencido a ler, tem aí outra oportunidade de conhecer essa história.

Juro ser teu cais

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"A transa mais gostosa que eu já vi, foi a do teu riso fodendo com o meu juízo." E de repente essa frase não saí da minha cabeça, de repente ela se tornou meu lema, porque seu sorriso é mesmo implacável, então Davi Melo (seja lá quem for você), muito obrigada por colocar em palavras a definição para o sorriso mais belo que já vi na vida!
Quem diria que depois de tanto tempo eu ficaria feliz em sentir o nó na garganta, a respiração falhar e as borboletas no estômago? Pois é, já fazia alguns anos que não me sentia assim e agora me sinto viva e o riso me vem fácil! 

Sei que o tempo anda difícil para aqueles que amam, afinal a regra é não se importar, quem menos demonstrar vence o jogo de fingir amar, mas quer saber, que se dane esse jogo bobo! O amor não tem regras, ele não previsível, ele é somente sentido!


Por isso, te peço: me conta teus segredos, teus medos, anseios, quem foi seu primeiro amor, quem te fez desacreditar em um sentimento tão belo, seus sonhos, seu prato favorito, o que você gosta e o que desgosta. Me apresenta a sua família, me mostra seu refúgio, qual país quer conhecer, seu livro favorito, um filme, assiste séries? Me conta tudo o que sentir vontade de contar e prometo te contar o que há de melhor e pior em mim!

Aproveita e me conta se acredita em reencarnação, se não, no que acredita? Gosta de observar as estrelas? Acha que os signos dizem algo a respeito de nós? Ah, são tantas perguntas... E se sairmos para tomar um café, enquanto falamos sobre tudo isso? E quando a noite chegar, trocamos o café por um bom vinho!

Por favor me deixa te ver de cabelo bagunçado, de cara amassada após acordar e de voz embargada após algumas doses. Me deixa te ver sem essa banca de durão, me deixa ver suas fraquezas, te garanto que jamais as usarei contra ti! Tenho a certeza de que não importa o que faça sempre continuará belo, afinal sua beleza é externa e interna.


Vem cá moço, me deixa fazer do teu abraço abrigo e te juro permitir que faça de mim teu cais! Não tenha medo de se entregar para o amor, tenha a certeza de que eu já me entreguei, porque afinal sou assim, sempre o oitenta, jamais o oito. Não sei ser rasa, só sei ser oceano e se tem algo que aprendi nessa vida, é que sentimentos rasos nunca fizeram bons amantes. Se joga sem medo, que te juro que amor não vai faltar!

Ainda estou aqui

Reprodução: Pinterest

Eu sei, eu sei, já faz um bom tempo que não apareço por aqui. Também sei que o blog completou um ano de existência e quero deixar claro que me orgulho disso, que sou grata a cada leitor que temos, por isso em hipótese alguma pense que me esqueci daqui, afinal isso é impossível!

Tanta coisa aconteceu nesse tempo que estive fora, minha vida mudou completamente, houve momentos em que sorri feito boba e outros que chorei até não restar uma única lágrima. Sinceramente, ainda não sei como me sinto, ainda estou perdida dentro de mim, ainda tenho dias em que me amo e outros em que me odeio.

Deixe-me contar alguns segredinhos, apesar de aparentar que está tudo bem e que tenho um super ego, a verdade é que ainda tem dias que se mostram difíceis, dias em que a vontade é de ficar na cama até parar de doer, dias em que me odeio por ser quem sou, dias em que evito o espelho por não gostar da imagem que nele reflete, dias em que nem a maquiagem consegue fazer eu me sentir melhor, dias que a saudade fala mais alto que tudo e nesses dias me sinto terrivelmente sozinha, me afogando em mim mesma.

 O problema é que sempre me afundo no passado,  enquanto anseio o futuro e não vou mentir, tenho mesmo  essa mania de tentar afastar tudo e todos quando as  coisas começam a desabar. Admito também que sinto a  falta de alguém que a vida me tirou e foi esse alguém  que me segurou quando tudo pareceu ter acabado.  Porém, o estranho é a falta que sinto de alguém que  ainda não chegou, alguém que nem ao menos sei se irá  chegar, mesmo assim sinto falta do abraço e da  segurança que acreditei que essa pessoa vai me passar.

 Todavia, finalmente aprendi que mesmo nos dias ruins  tenho que prosseguir, mesmo que tudo desabe tenho que  seguir, afinal não adianta parar e se lamentar, isso não  resolve as coisas, isso não torna a dor mais suportável e  isso não me faz superar. 

 Talvez eu tenha mudado em vários aspectos, mas  acredite, continuo sendo a garota chorona, insegura,  impulsiva, que alimenta paixões platônicas, que planeja  o casamento perfeito, que come por ser ansiosa demais,  que tem o sangue quente, que se revolta e se arrepende.  Ainda sou a garotinha que chora escondido no quarto,  que gosta de ouvir histórias, que sorri para todos e acredita que um banho de chuva pode renovar a alma.

É, sem dúvidas eu mudei, mas claramente ainda existem vestígios da garota que um dia criou esse blog!

RED HILL, DA JAMIE MCGUIRE




" Quando o fim do mundo se aproxima, pode o amor sobreviver?"


Livro: Red Hill
Gênero: Young Adult
Escritora: Jamie McGuire
Editora: Verus
Páginas: 350


Red Hill é uma história sobre epidemia e zumbis, porém, com suas singularidades. Não sou muito fã de histórias com mortos-vivos, mas esse foi um livro que conseguiu me prender.
A história já começa com a transição da vida normal dos personagens para a imprevisível busca pela sobrevivência devido uma epidemia onde pessoas infectadas ficam agressivas e atacam qualquer um que esteja por perto. Para piorar, aqueles que foram atacados ou mortos pelos infectados passam a “reviver” igualmente agressivos. E é nesse cenário que os personagens não infectados tentam achar as pessoas que amam ao mesmo tempo que devem se proteger e achar um lugar para se estabelecer em segurança.
O diferencial do livro é o foco nos relacionamentos dos personagens, na sobrevivência em si e não necessariamente em como o mundo teve essa mutação do dia para a noite. Até há algumas pistas de como essa epidemia aconteceu, mas as explicações não tomam um grande espaço no enredo.


O livro apresenta três histórias diferentes, que aos poucos vão se interligando. A narrativa é em primeira pessoa, mas três personagens narram suas respectivas experiências e pontos de vista, sendo eles:
A Scarlet, uma enfermeira divorciada, que ao notar o perigo, sai em busca das filhas que estão com seu ex-marido em outra cidade;
O Nathan, um pai dedicado que busca um lugar seguro para ficar com sua filha, Zoe;
E Miranda, uma universitária que tenta chegar ao rancho Red Hill, que pertence ao seu pai, na companhia da irmã Ashley e seus respectivos namorados, Bryan e Cooper.


Essa dinâmica entre três narradores não afeitou a história negativamente, na verdade, eu gostei bastante. A escrita da autora também ajuda, pois ela consegue cativar o leitor, despertando a curiosidade pelo que vai acontecer no decorrer da história, o que acaba tornando a leitura muito rápida. É um daqueles livros que não dá largar até descobrir como termina.
Mas é aí que entram os problemas. Conforme as páginas vão passando e a história se desenrola, o livro passa a romantizar demais o fim do mundo.
Até certo ponto é interessante o rumo que a autora toma ao dar enfase para a convivência humana, para o sentimentalismo que a situação pode despertar nas pessoas que enfrentam uma situação extrema como essa juntas. Mas gente, tem limites, aquilo ainda era um apocalipse zumbi!




Ainda acontece de alguns personagens serem bem explorados no decorrer do livro e mesmo assim a autora dar um fim rápido, sem muita explicação ou atenção ao acontecimento que encerrou a participação do infeliz. 
E vamos combinar que triângulo amoroso não combina com história de apocalipse? O mundo está pegando fogo e a mocinha não sabe se beija um ou outro. Minha querida, só por você ter a opção de beijar um, já devia estar contente. Achei um drama desnecessário em vista de que coisas muito mais relevantes poderiam ser exploradas.
E para terminar, o final fez parecer que a morte de milhões de pessoas (dentre elas familiares e pessoas queridas) teve seu lado positivo pelo simples fato de meia dúzia de sobreviventes terem se conhecido e formado uma “família felizes”, no meio do mundo pegando fogo. Não me convenceu nenhum pouco, por isso, foi um livro que começou ótimo, mas que acabou de forma decepcionante. 

Mas apesar desses pontos negativos, ao todo a obra acaba sendo cativante.Talvez vocês passem raiva? É, talvez. Eu passei e por isso deixo o aviso.
Se mais alguém leu Red Hill, deixe sua opinião nos comentários também. Se você gostou do final, ou ao menos soube lidar com ele de forma mais madura, não julgue/xingue a coleguinha u.u
Autora tem vários livros conhecidos, se você já leu algum outro, nos fale também o que achou e se recomenda!


Beijos :*

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Citação:

"O amor não é uma brincadeira! Não é a suavidade das flores! É trabalho pesado, uma busca que nunca termina. Exige tudo de você, especialmente a verdade. Somente então lhe concede recompensas."

- A Casa de Hades.

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