19 de fevereiro

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Querido padrinho,

Hoje é dia 21, mas não é que eu tenha esquecido o dia 19, é só que tava tão difícil...
Nessas duas últimas semanas, senti a sua falta mais do que tudo! As crises de ansiedade andaram aparecendo, o medo tomou conta e a sensação de não estar no lugar certo está me dominando. Eu precisava dos seus conselhos!

Mas, mais do que preciso dos seus conselhos, eu preciso do seu incentivo! As vezes tomamos grandes decisões com aquela pressa, por medo de ser muito tarde, quando na verdade tudo o que precisavámos era de uma pausa para colocar tudo no lugar!
Tenho tantaaaas coisas para te contar! O João já está no sexto ano, a mamãe se aposenta esse e nós vamos para praia, depois de muitos anos! HAHAHA'

Mas então, porque estou tão nervosa? Já teve a impressão de estar no lugar errado, mas teve medo de admitir porque as pessoas a sua volta colocaram muitas expectativas em cima disso?? Pois é, estou exatamente assim! Faz um ano que venho buscando um sinal mágico que me indique o caminho, porém não há mágica e como o senhor mesmo me dizia "precisamos manter os pés no chão!".

Domingo foi o dia mais difícil da minha vida, depois do dia em que te perdi, é claro! Lembra do Seu Lazáro? Ele foi lá no sítio para ver os cavalos, como de costume, mas o que há de incomum nisso? O fato de que era dia 19 de fevereiro, que era o seu aniversário. Ah, como foi difícil não vê-lo chegando com aquela caixa de bolo de aniversário o senhor tanto gostava!

O telefone não tocou, o silêncio desse me doeu até a alma, porque antes de partir o telefone não parava de tocar, afinal eram amigos e familiares ligando para te parabenizar. Não foi feita lasanha e nem panqueca, como era de costume.

Só Deus sabe o quanto sinto a sua falta, como meu coração vive apertado de saudades e a garganta com um eterno nó. As lágrimas me vem fácil ao falar do senhor e tudo o que faço me lembro de ti.

Não tive tempo de te falar que não estou cursando engenharia, mas sim direito e tenho a sensação de que o senhor não está muito feliz com isso. Não porque me queira formada em engenharia, mas porque me queria feliz e o senhor me conhece como ninguém, sabe que não consigo convencer nem a mim mesma, quem dirá os outros! Mas isso eu terei de resolver sem seus conselhos!

Não superei sua partida e acho que jamais vou superar! Te vejo em absolutamente tudo e quando tenho medo, choro ao saber que não tenho mais o senhor por aqui para me proteger. Certa vez li que a primeira coisa que esquecemos de alguém, é o som da voz, porém eu ainda me recordo da sua e me recordo da sua risada. Como queria que estivesse aqui!

Não sei o que dizer, já não consigo expressar meus sentimentos em palavras e sei que esse texto deve estar confuso, mas como poderia ser ele organizado, quando aqui dentro é só confusão! Por fim, saiba que rezo por ti, que creio que está cuidando de nós dai de cima, que te amei e te amo com todas as minhas forças!

Sinto sua falta padrinho e nada vai mudar isso!

Essa sempre foi a minha foto favorita ♥

Com amor e dor, 
sua neta.

MORIARTY, DE ANTHONY HOROWITZ



"...é nos menores e mais insignificantes detalhes que a verdade pode ser encontrada." Pág. 337

Livro: Moriarty
Gênero: Policial
Escritor: Anthony Horowitz
Editora: Record
Páginas: 350

Esse é um livro que me deixou, literalmente, de boca aberta. Levei um tombo tão grande no final dessa história que não poderia deixar de vir até aqui expressar meu profundo amor e surpresa com o livro Moriarty.

Olha gente, para começo de conversa eu vou confessar para minha vergonha que nunca li um livro se quer de Sherlock Holmes. Já li histórias curtas, resumidas, sobre alguns dos casos do detetive e seu companheiro, Watson e sou apaixonada pela série Sherlock, estrelada pelos maravilhosos Benedict Cumberbatch e Martin Freeman, mas acho que devo deixar claro essa minha falta de proximidade com a escrita do Arthur Conan Doyle. Espero em breve conhecer mais desse mundo maravilhoso da dedução e genialidade de Holmes que a muito tempo tenho curiosidade, mas é muito livro na lista, não aprendi a lidar ainda!

Sem mais enrolação, vamos para o livro escrito por Anthony Horowitz.


A capa já é um motivo de elogio, simplesmente adorei, principalmente a cor. Na parte de dentro, a estética não deixa a desejar, as letras são de um ótimo tamanho, as folhas são amareladas e no lado de dentro da capa tem uma ilustração de uma rua de Londres do século XIX, um detalhe que achei lindo.

Quanto a história, somos apresentados ao personagem narrador Frederick Chase e ao detetive da Scotland Yard, Athelney Jones. O ano é 1891 e começamos já com a informação de que Sherlock Holmes e seu inimigo, Moriarty, morreram nas Cataratas de Reichenbach. Porém, um novo criminoso está ameaçando Londres, vindo diretamente dos Estados Unidos, com a intenção de ser o novo grande comandante do crime londrino e caberá a Athelney Jones e a polícia dar um fim a onda de terror que surge. Contarão então, com a ajuda de Frederick Chase que se junta a Jones nessa aventura.




"O anonimato sempre foi minha divisa - afinal, como poderia a polícia perseguir um homem cuja própria existência lhe era desconhecida?" Pág. 299

Não estou muito familiarizada a história de crime e ação, mas me arrisquei sem grandes expectativas e sem dúvida, não houve arrependimento, ao contrário, quero mais! 

Ao decorrer das páginas informações novas são descobertas, nos deixando ansiosos pelos próximos acontecimentos e quando menos esperamos, uma bomba explode bem diante de nossos olhos e eu particularmente, não soube como lidar e até agora estou me sentindo uma tapada por não ter ligado nenhum mísero pontinho e é claro, o sentimento de desolação predomina.

Os personagens são bem interessantes, todos bem construídos. Mas por motivos que nem se quer consigo explicar com exatidão, Athelney Jones me conquistou intensamente. Um homem com limitações, mas claramente esforçado, inteligente e que acima de tudo, não se dá por vencido, se empenha em ser bom naquilo que faz, tendo como inspiração, o próprio Sherlock Holmes. Ao mesmo tempo que o vi como um homem forte e perseverante, ingenuidade é claramente uma característica que também o define bem. Mas essa coisa de não ser perfeito, torna o personagem mais humano, mais realista. Adoraria poder o materializado simplesmente pra abracá-lo.


"...sempre pensarei nele como meu amigo." Pág. 316

A leitura é bem gostosa, não é uma história parada e nem se quer previsível, reviravoltas chocantes nos são apresentadas, prendendo nossa atenção com facilidade. Esse autor, com certeza, me conquistou, estou admirada, de fato. Ele soube ainda colocar enigmas e pistas no decorrer das páginas, mas que para mim só ficaram claras quando explícitas, já que não fui capaz de desvendar nadinha.


"Quando todas as evidências apontam numa única direção, podemos ficar razoavelmente certos de que, ao avançarmos, deveremos chegar à verdade." Pág. 345




Recomendo que assim como eu, se aventurem nessa história e deem uma chance para Anthony Horowitz conquistar vocês também. Se já tiveram alguma experiência com o autor ou se já conheciam esse livro, nos contem aqui comentários!

A GAROTA DO PENHASCO, DE LUCINDA RILEY



"Encontraremos muitas mulheres na próxima centenas de páginas. Vamos nos deparar com homens bons e maus também - um elenco de personagens para fazer jus a qualquer conto de fadas." (pág. 102)



Livro: A Garota do Penhasco
Genêro: Romance
Escritora: Lucinda Riley
Editora: Novo Conceito



A Garota do Penhasco é o segundo livro da Lucinda Riley que tive o prazer de ler e agora só consigo me perguntar porque demorei tanto para conhecer essa autora. Sério!
Para começo de conversa, esse livro é um romance histórico, um dos meus gêneros preferidos, portanto devo ser suspeita de comentários. Mas a escrita da autora, eu garanto, é envolvente e fluída.
Nesse livro conhecemos personagens cativantes, com defeitos e qualidades, que despertam em nós aquele sentimento de intimidade, como se eles fossem de fato, reais.
A história é contada por Aurora e acredite quando digo que ela vai te surpreender, de diversas formas. É uma personagem marcante e simplesmente me encantou.
Aurora começa nos contando então, sobre a vida de Grania Ryan, que se muda para a casa dos pais, em Cork, uma cidadezinha irlandesa, depois de ter complicações em sua vida antiga em Nova York. 

Devo avisar que Grania é uma personagem que pode acabar não sendo a sua preferida, ou quem sabe te dando um pouco de preguiça. Eu admito que em algumas situações me deu nos nervos, mas ela é uma mulher de personalidade, que sendo gente como a gente, não é só feita de qualidades. Porém, mesmo não perfeita, com certeza, tem um coração gigante e isso faz com que torçamos por ela.
No decorrer do livro conhecemos os antepassados da família Ryan e Lisle e aí pode ficar um pouco confuso, mas não desista, para facilitar Aurora faz uma árvore genealógica que nos dá uma boa ajuda. Aos poucos vamos nos familiarizando e fazendo as ligações junto com Grania.

Há uma forte ligação entre ambas famílias e é como se uma velha história se repetisse na vida de Grania e da própria narradora, Aurora, enquanto esta era ainda criança. E a conexão entre elas é forte desde o primeiro momento, como se houvesse algo certo naquilo. Grania se sente cativada logo de cara por aquela menininha graciosa e saltitante, com seu jeito adulto e maduro, apesar da pouca idade. É como a mãe de Grania diz, como se houvesse um espírito antigo dentro daquela menininha.

Essa conexão entre as personagens dá um novo sentido a vida de todos e abre portas para lembranças que devem ser desenterradas. E é aí que conhecemos os antepassados que mencionei, e sinceramente, por mim poderia ter um livro só sobre eles, porque Mary e Anna (avô de Aurora), também nos conquistam no decorrer das páginas. Mas no meio dessa nostalgia também há muito sofrimento e de repente ficamos tão próximos desses personagens que é difícil voltar no presente e acompanhar novamente a história de Grania e Aurora.


"Depois de passar uma parte tão grande da minha infância entre adultos, sempre me surpreendi com o fato de eles parecerem não conseguir dizer o que pensavam". (pág. 499)

Um personagem que amei, foi o Matt, namorado que Grania deixou sem explicação nos Estados Unidos, e vou te dizer, achei que ele foi mais paciente do que qualquer ser humano deve ser capaz, mas, o que o amor não faz com um homem, não é mesmo? Só sei que fiquei apaixonada. Sempre tem o personagem que a gente fica babando, né? Mas já aviso que ele não é o único! Esse livro é cheio de personagens cativantes, inclusive o pai de Aurora, Alexander (esse homem me abalou forte).

Quando tudo parece monótono e incerto na vida de Grania, reviravoltas que não somos capazes de prever acontecem e ali estamos nós, acompanhando tudo através da narração de Aurora, mas sentindo que estamos do lado dos personagens, vendo tudo pessoalmente.
Lucinda tem a habilidade de nos surpreender e a cada novo capítulo a vontade de saber mais sobre os personagens e suas histórias aumenta, não sendo possível desgrudar do livro. 
Admito, tentei ser forte e segurar as lágrimas, mas não deu. Esse é um daqueles livro que mexe com nossos sentimentos e com nosso psicológico, não consegui ter uma vida enquanto não terminasse de ler e fiquei desolada quando o fim chegou.


Minha dica para quem deseja se aventurar nesse romance é a seguinte: leia quando tiver bastante tempo disponível, não pelo livro ser grande, mas sim pela história. Se for lida pouco em um dia, pouco em outro, você pode ficar perdido pela complexidade da história com diversos personagens. Apenas não desista dessa ler, te garanto que vale completamente a pena.

Os personagens tão bem construídos, o sentimento através de cada página, principalmente quando Aurora está falando diretamente com o leitor e o mistério que aos poucos vamos desvendando, tornam essa história tocante e quase que dolorosamente, real. 

Depois de dito tudo isso, preciso ainda afirmar que é super recomendado? 
         
"Todos não procuramos e almejamos a magia do amor na maior parte da nossa vida?." (pág. 500)


Se vocês já leram esse ou outro livro da Lucinda, me contem nos comentários o que acharam! Caso vocês tenham interesse em adquirir A Garota do Penhasco, vou deixar aqui em baixo o link da Amazon!

Quando não senti

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 Sempre fui uma garota que transborda sentimentos, nunca soube sentir pouco, era sempre o oitenta e jamais o oito. Mas depois de alguns corações partidos, várias desiluções e uma porção de mentiras, digamos que tudo isso mudou!

Era a que sempre estava apaixonada por alguém, sempre me iludia e mentia para mim mesma que estava tudo bem, mas não estava! Me jogava de cabeça nas paixões platônicas, quebrando a cara e o coração. Mantinha amizades autodestrutivas por medo de ficar sozinha e isso me garantio um sério problema de ansiedade. Me enganava para acreditar nas suas mentiras, enquanto aqui dentro uma voz gritava para não confiar e isso me levou a uma depressão.

É, mas depois de um tempo as coisas mudam, não é?! Afinal, todos nos cansamos de manter relacionamentos abusivos e sejam esses vinculos de amizade, amor ou qualquer outra coisa.

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Há algum tempo não me apaixono por alguém, minhas amigas ainda se surpreendem ao me ouvirem dizer que não tenho nenhuma paixão e que estou feliz sozinha. Estar feliz sozinha não quer dizer que não queira encontrar alguém ou que às vezes não sinto falta de uma companhia, porque é claro que sinto, mas se caminhei até aqui sem ninguém não é assim tão difícil continuar. Estou pronta para viver um grande amor, a diferença é que me cansei de procurá-lo a cada esquina.

As amizades, bem menos da metade daquelas pessoas que se diziam minhas amigas ainda estão por aqui. Precisei ficar um tempo sozinha para enfim descobrir quem realmente se importa, é claro que não foi fácil! Foi bem na época em que comecei a faculdade, estava insegura e com crises de ansiedade, sentia a falta de um amigo para me fazer rir e me confortar, mas tive que segurar firme e seguir em frente. Hoje sei que isso foi necessário para que pudesse enxergar que sou forte e posso me levantar sozinha!

Quanto a você? Oras, depois de todos esses anos, depois de todas aquelas palavras rispídas, depois de tantas lágrimas e tantas noites em claro, veio a superação. Com a superação, não demorou muito para que se tornasse praticamente um estranho, afinal com esse abismo entre nós fica difícil manter os sentimentos e depois de ter envenanado cada laço que eu insistia em manter... Ah, a indiferença se tornou minha amiga!

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Todavia a vida é uma caixa de surpresas cheia de estranhezas, que não tardou em me fazer recordar de ti, porém o estranho é o fato de não estra sentindo nada, não é que pense que você merece isso, porque não merece! É só o não conseguir sentir, é como se fossêmos completos estranhos que nos trombamos algum dia por aí. Mas te garanto que tô com essa dorzinha chata aqui dentro e essa sensação de que sou a pior pessoa do mundo por não sentir tão extremamente.

Quem diria que o dia que não senti, seria o pior de toda minha existência? Quem me roubou os sentimentos? Me perdoa, mas foi você mesmo que plantou aqui dentro do meu peito esse medo patético de me permitir sentir, foi você que cortou nossos laços sem nenhuma dó, foi você quem me mostrou que sentir nos deixa vulneráveis e cegos.

Me perdoa e rezo para que um dia possa voltar a transbordar sem medos!

São Paulo

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Dia 25 foi aniversário da minha tão querida "Terra da Garoa" e só agora que me toquei que não escrevi nada sobre ela... Bem, acabei de ler um post falando sobre as diferenças do interior para a capital (confira o post aqui). Admito que já sabia grande parte dessas diferenças, mas lê-las fez com que me imaginasse por lá e me relmbrou de um sonho antigo.

Nem todos que me conhecem sabem, mas tenho um amor e admiração por Sampa, afinal lá é a cidade onde você encontra praticamente tudo. São Paulo é o local de recomeços, de grandes chances e onde sonhos podem se tornar reais! É lá que se encontra inúmeros shoppings, grandes museus, incríveis teatros e shows inesquecíveis. 

É básicamente impossível dizer que não tem nada para fazer em São Paulo! Ruas movimentadas e convidativas, barzinhos e restaurantes amistosos, lá é onde todos se encontram. Encontram novos amigos, encontram a si mesmo, lugar onde a diversidade reina e há sempre espacinho para mais um.

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Eu sei, eu sei, aquela enorme cidade pode ser assustadora em bem que se chega, afinal um quarteirão que se ande e você se perdeu, um trânsito caótico, metrôs apinhados de gente, todos sempre com pressa para chegar a um destino e um clima extremamente bipolar, mas mesmo assim te garanto que São Paulo é uma cidade maravilhosa!

Se estiver exagerando, peço que me desculpe e compreenda que essa é a visão de uma sonhadora apaixonada por esse lugar onde tudo pode se longe. 

Desde criança sonho em morar em São Paulo, lembro-me de acreditar que quando fosse para faculdade, teria um apartamento um apartamento para chamar de meu e que trabalharia escrevendo em alguma grande editora de livros. Todavia com o passar dos anos aprendemos que nem tudo é tão simples quanto parece, com o custo de vida alta e a onda de desemprego que nos encontramos, sonhos são replanejados e deixados para mais tarde.

O que tenho a dizer é que tenha certeza minha querida São Paulo que um dia ainda terei um apartamento aí e trabalharei escrevendo. E te garanto que existe sim amor em SP!

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Citação:

"O amor não é uma brincadeira! Não é a suavidade das flores! É trabalho pesado, uma busca que nunca termina. Exige tudo de você, especialmente a verdade. Somente então lhe concede recompensas."

- A Casa de Hades.

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