Canais do Youtube que deveriam ser mais conhecidos!

Existem muitos canais no Youtube e a cada dia surgem mais, com todos tipos de conteúdos, para todos os gostos. Então separei 5 canais que acompanho e que passei a gostar bastante, mas que perto dos canais mais conhecidos, não tem tantos inscritos ou tantas pessoas que conheçam. Acredito que fazem um bom trabalho e por isso estou indicando pra vocês. Vamos lá, então!

→ Janela da Rua
O que mais gosto nesse Canal são os vídeos de idosos reagindo. Eles são muito divertidos, comecei a ver e não conseguia parar mais. Talvez você já tenha visto algum vídeo deles reagindo a um youtuber, ou mesmo um youtuber reagindo aos idosos reagindo a eles (Hã?), como o Felipe Neto ou o Luba, que assim como eu, se apaixonaram por essas pessoas megafofas! Também tem vídeos de crianças e jovens reagindo, dê uma chance pra esse Canal, é muito amor!




O Não Famoso
Esse canal é do Daniel Santos, um ser humaninho que merece ser reconhecido, sério! Faz tempo que acompanho ele, então estou torcendo pro sucesso desse não famoso. Você provavelmente já viu alguma paródia que tem o dedinho dele no meio (como do Whindersson ou da Kéfera) e no próprio canal tem várias outras que valem a pena ver. Há uma grande diversidade de vídeos, os comentários musicais são ótimos também e a gente vê claramente como o Daniel se esforça para fazer um trabalho bem-feito e pra mim, ele consegue. Gosto demais!



ChocolaTV
Esse é o canal do Milho (que me assustou com aquela lente de contato quando vi pela primeira vez) Wonka! É o que mais tem inscritos dessa lista, mas não pude deixar de fora simplesmente porque é pouco conhecido perto do que merece. Gente, tem vídeo sobre tudo que você pode imaginar, assunto mais bizarro que outro, graças ao quadro risco e inverte, onde o Milho fala sobre as notícias mais estranhas dos últimos dias. Ele tem um estilo único, é engraçado e diverte a gente com muita facilidade. As vezes conta com a participação da produção que é outra pessoinha encantadora. Conheçam esse Canal, não tem como se arrepender!




→ Kabook Tv 
Kabook Tv é o canal literário da Karine Leôncio, que conheci a pouco tempo, mas que de cara adorei! Tem muita dica boa de livros, mas o mais legal é a própria Karine, ela é muito animada, tem um jeito que cativa, sabe? Faz a gente gostar de ver o vídeo, principalmente por ela ser tão vibrante. Por isso, gostei muito da personalidade dela, sempre que sai notificação de vídeo novo, lá estou eu assistindo, e como gosto pouco de livro né? Fica fácil me identificar com ela! 




Alexey Russo
Como o nome do canal já entrega, Alexey é um russo. Ele mora no Brasil e conta suas experiências nos vídeos. Recentemente foi pra Rússia e também conta um pouco sobre como é por lá. Não tem como negar que é um homem bonito né, gente? Mas prometo pra vocês que ele é bem mais que uma carinha russa bonita. Ele tem vários vídeos experimentando comida e conhecendo música brasileira, já tentou aprender gírias, responde perguntas e por aí vai. Ele tem um jeito muito carinhoso que fica bem evidente nos vídeos, aparenta estar sempre pra cima, uma pessoa positiva, que transmite coisas boas para quem o assisti. Não poderia deixá-lo de fora dessa lista!


Tem vários outros Youtubers menos famosos que são ótimos, então daria pra fazer até uma segunda lista dessa! Espero que tenham gostado desses canais, e se já conhecia algum deles, ou se tem indicações para a gente, deixem aqui nos comentários que vamos amar conhecer!
Até logo :*



MENINA MÁ, DE WILLIAM MARCH


"Certos assassinos, particularmente aqueles mais hábeis cujo nome depois ficava célebre, costumavam começar ainda crianças e demonstravam seu talento desde cedo, tal e qual poetas, matemáticos e músicos geniais." Pág. 101


Livro: Menina Má 
Gênero: Suspense psicológico
Escritor: Willian March 
Editora: DarkSide 
Páginas: 272


Menina Má é o primeiro livro da editora DarkSide que tenho o prazer de ler e é também o primeiro livro com essa temática de criança psicopata da minha estante. Já tinha lido algumas histórias com jovens personagens problemáticos, já me deparei com uma ou outra criança sinistra, mas geralmente em segundo plano, e dificilmente uma como Rhoda.

O livro conta a história da família Penmark. O casal, Kenneth e Christine, já estavam cientes das peculiaridades da filha de oito anos, Rhoda, e se conformavam com a ideia de que ela era diferente das demais crianças. 

Porém, as coisas começam a mudar quanto Kenneth está em uma viajem a trabalho e um colega de classe de Rhoda sofre um acidente no passeio de piquenique da escola. A partir daí, Christine é dominada por uma inquietação e questões não resolvidas fazem a duvida crescer dentro dela. A medida que começa a prestar mais atenção no comportamento da filha, mas aflita se sente.

"Era algo difícil de precisar ou identificar, mas havia uma estranha maturidade no caráter da menina que julgavam perturbadora." Pág. 46

Rhoda por sua vez, é tão graciosa que encanta a todos que conhece. Tem uma facilidade notável em manipular e suas ações parecem ser sempre premeditadas. Ela tem a habilidade de fazer exatamente o que é esperado dela e com certeza o faz com maestria. Sabe como ser encantadora e usa essa habilidade a seu favor. 

Mas o outro lado da sua personalidade também fica evidente, já que a menina não esconde sua ganancia e nem tem a habilidade de fingir empatia pela dor alheia. Ninguém é perfeito, não é mesmo?

"É quase como se não sentisse medo: ela mantém a calma diante de coisas que fariam uma criança normal chorar ou sair correndo." Pág. 48

Que meiga, né? Quem aí quer uma filha assim?

Acredito que quem goste de psicologia vá se deleitar lendo essa história que é um prato cheio de personagens complexos, alguns com problemas psicológicos, que se tornam ainda mais evidentes quando lemos as entrelinhas. Inclusive, uma das personagens, Mônica Breedlove, que vive no mesmo edifício que os Penmark, comenta bastante sobre psicologia, tendo até mesmo referências ao pai da psicanálise, Sigmund Freud.

É muito interessante a forma que o autor caracteriza esses personagens, tão singulares. Me impressionei com essa habilidade na construção de personalidades.



"Parecia-lhe que sua filha, como se pressentisse que algum fator de corpo ou de alma a separava dos seus semelhantes, tentava acobertar essa diferença simulando os valores que os outros de fato prezavam." Pág. 73

Mas vamos lá, esse não é um livro assustador, que tira o sono e a paz, acredito que essa não seja a proposta do livro. Não é cheio de cenas sanguinolentas e uma morte por capítulo. É a história de uma menina que esta desenvolvendo sinais claros de psicopatia e acompanhamos o drama de quem convive com uma pessoa com essas características, no caso, a mãe Christine. 

Apesar do livro, originalmente, ter sido escrito a um tempo considerável,  a leitura não deixa de ser fluída e muito envolvente. Tem partes um tanto quanto perturbadoras, a própria Rhoda deixa a gente meio desconcertado. Mas o jeito como a situação afeta a mãe, chega a ser aflitivo inclusivo para quem está lendo.


"Não sei do que você está falando, mãe. Não sinto nada." Pág. 73

Junto com Christine vamos descobrindo fatos relevantes na história dessa família e, na minha opinião, isso deu um toque a mais ao enredo.  
E então nos deparamos com questões como, "seria a psicopatia hereditária? Há uma semente que é transmitida de geração à geração? É algo que nasce com a pessoa ou que se adquiri?"

Mas para ser franca, o final do livro me incomodou um pouco, não consegui achar o livro maravilhoso simplesmente porque o jeito que acaba não me agradou. Ter a expectativa tão alta, com certeza, influenciou minha opinião. Estava com a sensação de que alguma coisa pra lá de surpreendente aconteceria nas últimas páginas, diversos possíveis finais passaram pela minha cabeça, então quando acabou, pareceu simples de mais e de forma um tanto quanto irônica.

Nem parece justo dizer essas coisas porque o livro, de fato, é bom. Além do mais, a história foi terminada em 1954 e com certeza foi mais do que suficiente para deixar todo mundo chocado. Inclusive no livro tem uma introdução que conta mais sobre o próprio livro e autor.

Agora vamos falar o óbvio. Que edição incrível! É de deixar a gente abalado, cobiçando o livro pela capa (dura, por sinal). Até os detalhes das páginas me deixaram morrendo de amores. 



Por fim, mesmo que você não costume se aventurar em livros desse gênero, eu deixo a minha recomendação. Se estiver indeciso por medo, leia durante esses belíssimos dias de verão ensolarados e felizes, mas se joga que é sucesso.

Tanto na literatura, quanto em séries e filmes, histórias de terror relacionadas a psicopatas fazem sucesso. Scream está aí para provar né? Pode investir mais Netflix que a gente gosta! 


"Bem, talvez a gente esteja vivendo a era da ansiedade e da violência." Pág. 51


E vocês já leram Menina Má ou outro livro da DarkSide? Nos contem o que acharam e deixem indicações de livros do gênero aqui nos comentários!

19 de fevereiro

Leia ouvindo:



Querido padrinho,

Hoje é dia 21, mas não é que eu tenha esquecido o dia 19, é só que tava tão difícil...
Nessas duas últimas semanas, senti a sua falta mais do que tudo! As crises de ansiedade andaram aparecendo, o medo tomou conta e a sensação de não estar no lugar certo está me dominando. Eu precisava dos seus conselhos!

Mas, mais do que preciso dos seus conselhos, eu preciso do seu incentivo! As vezes tomamos grandes decisões com aquela pressa, por medo de ser muito tarde, quando na verdade tudo o que precisavámos era de uma pausa para colocar tudo no lugar!
Tenho tantaaaas coisas para te contar! O João já está no sexto ano, a mamãe se aposenta esse e nós vamos para praia, depois de muitos anos! HAHAHA'

Mas então, porque estou tão nervosa? Já teve a impressão de estar no lugar errado, mas teve medo de admitir porque as pessoas a sua volta colocaram muitas expectativas em cima disso?? Pois é, estou exatamente assim! Faz um ano que venho buscando um sinal mágico que me indique o caminho, porém não há mágica e como o senhor mesmo me dizia "precisamos manter os pés no chão!".

Domingo foi o dia mais difícil da minha vida, depois do dia em que te perdi, é claro! Lembra do Seu Lazáro? Ele foi lá no sítio para ver os cavalos, como de costume, mas o que há de incomum nisso? O fato de que era dia 19 de fevereiro, que era o seu aniversário. Ah, como foi difícil não vê-lo chegando com aquela caixa de bolo de aniversário o senhor tanto gostava!

O telefone não tocou, o silêncio desse me doeu até a alma, porque antes de partir o telefone não parava de tocar, afinal eram amigos e familiares ligando para te parabenizar. Não foi feita lasanha e nem panqueca, como era de costume.

Só Deus sabe o quanto sinto a sua falta, como meu coração vive apertado de saudades e a garganta com um eterno nó. As lágrimas me vem fácil ao falar do senhor e tudo o que faço me lembro de ti.

Não tive tempo de te falar que não estou cursando engenharia, mas sim direito e tenho a sensação de que o senhor não está muito feliz com isso. Não porque me queira formada em engenharia, mas porque me queria feliz e o senhor me conhece como ninguém, sabe que não consigo convencer nem a mim mesma, quem dirá os outros! Mas isso eu terei de resolver sem seus conselhos!

Não superei sua partida e acho que jamais vou superar! Te vejo em absolutamente tudo e quando tenho medo, choro ao saber que não tenho mais o senhor por aqui para me proteger. Certa vez li que a primeira coisa que esquecemos de alguém, é o som da voz, porém eu ainda me recordo da sua e me recordo da sua risada. Como queria que estivesse aqui!

Não sei o que dizer, já não consigo expressar meus sentimentos em palavras e sei que esse texto deve estar confuso, mas como poderia ser ele organizado, quando aqui dentro é só confusão! Por fim, saiba que rezo por ti, que creio que está cuidando de nós dai de cima, que te amei e te amo com todas as minhas forças!

Sinto sua falta padrinho e nada vai mudar isso!

Essa sempre foi a minha foto favorita ♥

Com amor e dor, 
sua neta.

MORIARTY, DE ANTHONY HOROWITZ



"...é nos menores e mais insignificantes detalhes que a verdade pode ser encontrada." Pág. 337

Livro: Moriarty
Gênero: Policial
Escritor: Anthony Horowitz
Editora: Record
Páginas: 350

Esse é um livro que me deixou, literalmente, de boca aberta. Levei um tombo tão grande no final dessa história que não poderia deixar de vir até aqui expressar meu profundo amor e surpresa com o livro Moriarty.

Olha gente, para começo de conversa eu vou confessar para minha vergonha que nunca li um livro se quer de Sherlock Holmes. Já li histórias curtas, resumidas, sobre alguns dos casos do detetive e seu companheiro, Watson e sou apaixonada pela série Sherlock, estrelada pelos maravilhosos Benedict Cumberbatch e Martin Freeman, mas acho que devo deixar claro essa minha falta de proximidade com a escrita do Arthur Conan Doyle. Espero em breve conhecer mais desse mundo maravilhoso da dedução e genialidade de Holmes que a muito tempo tenho curiosidade, mas é muito livro na lista, não aprendi a lidar ainda!

Sem mais enrolação, vamos para o livro escrito por Anthony Horowitz.


A capa já é um motivo de elogio, simplesmente adorei, principalmente a cor. Na parte de dentro, a estética não deixa a desejar, as letras são de um ótimo tamanho, as folhas são amareladas e no lado de dentro da capa tem uma ilustração de uma rua de Londres do século XIX, um detalhe que achei lindo.

Quanto a história, somos apresentados ao personagem narrador Frederick Chase e ao detetive da Scotland Yard, Athelney Jones. O ano é 1891 e começamos já com a informação de que Sherlock Holmes e seu inimigo, Moriarty, morreram nas Cataratas de Reichenbach. Porém, um novo criminoso está ameaçando Londres, vindo diretamente dos Estados Unidos, com a intenção de ser o novo grande comandante do crime londrino e caberá a Athelney Jones e a polícia dar um fim a onda de terror que surge. Contarão então, com a ajuda de Frederick Chase que se junta a Jones nessa aventura.




"O anonimato sempre foi minha divisa - afinal, como poderia a polícia perseguir um homem cuja própria existência lhe era desconhecida?" Pág. 299

Não estou muito familiarizada a história de crime e ação, mas me arrisquei sem grandes expectativas e sem dúvida, não houve arrependimento, ao contrário, quero mais! 

Ao decorrer das páginas informações novas são descobertas, nos deixando ansiosos pelos próximos acontecimentos e quando menos esperamos, uma bomba explode bem diante de nossos olhos e eu particularmente, não soube como lidar e até agora estou me sentindo uma tapada por não ter ligado nenhum mísero pontinho e é claro, o sentimento de desolação predomina.

Os personagens são bem interessantes, todos bem construídos. Mas por motivos que nem se quer consigo explicar com exatidão, Athelney Jones me conquistou intensamente. Um homem com limitações, mas claramente esforçado, inteligente e que acima de tudo, não se dá por vencido, se empenha em ser bom naquilo que faz, tendo como inspiração, o próprio Sherlock Holmes. Ao mesmo tempo que o vi como um homem forte e perseverante, ingenuidade é claramente uma característica que também o define bem. Mas essa coisa de não ser perfeito, torna o personagem mais humano, mais realista. Adoraria poder o materializado simplesmente pra abracá-lo.


"...sempre pensarei nele como meu amigo." Pág. 316

A leitura é bem gostosa, não é uma história parada e nem se quer previsível, reviravoltas chocantes nos são apresentadas, prendendo nossa atenção com facilidade. Esse autor, com certeza, me conquistou, estou admirada, de fato. Ele soube ainda colocar enigmas e pistas no decorrer das páginas, mas que para mim só ficaram claras quando explícitas, já que não fui capaz de desvendar nadinha.


"Quando todas as evidências apontam numa única direção, podemos ficar razoavelmente certos de que, ao avançarmos, deveremos chegar à verdade." Pág. 345




Recomendo que assim como eu, se aventurem nessa história e deem uma chance para Anthony Horowitz conquistar vocês também. Se já tiveram alguma experiência com o autor ou se já conheciam esse livro, nos contem aqui comentários!

A GAROTA DO PENHASCO, DE LUCINDA RILEY



"Encontraremos muitas mulheres na próxima centenas de páginas. Vamos nos deparar com homens bons e maus também - um elenco de personagens para fazer jus a qualquer conto de fadas." (pág. 102)



Livro: A Garota do Penhasco
Genêro: Romance
Escritora: Lucinda Riley
Editora: Novo Conceito



A Garota do Penhasco é o segundo livro da Lucinda Riley que tive o prazer de ler e agora só consigo me perguntar porque demorei tanto para conhecer essa autora. Sério!
Para começo de conversa, esse livro é um romance histórico, um dos meus gêneros preferidos, portanto devo ser suspeita de comentários. Mas a escrita da autora, eu garanto, é envolvente e fluída.
Nesse livro conhecemos personagens cativantes, com defeitos e qualidades, que despertam em nós aquele sentimento de intimidade, como se eles fossem de fato, reais.
A história é contada por Aurora e acredite quando digo que ela vai te surpreender, de diversas formas. É uma personagem marcante e simplesmente me encantou.
Aurora começa nos contando então, sobre a vida de Grania Ryan, que se muda para a casa dos pais, em Cork, uma cidadezinha irlandesa, depois de ter complicações em sua vida antiga em Nova York. 

Devo avisar que Grania é uma personagem que pode acabar não sendo a sua preferida, ou quem sabe te dando um pouco de preguiça. Eu admito que em algumas situações me deu nos nervos, mas ela é uma mulher de personalidade, que sendo gente como a gente, não é só feita de qualidades. Porém, mesmo não perfeita, com certeza, tem um coração gigante e isso faz com que torçamos por ela.
No decorrer do livro conhecemos os antepassados da família Ryan e Lisle e aí pode ficar um pouco confuso, mas não desista, para facilitar Aurora faz uma árvore genealógica que nos dá uma boa ajuda. Aos poucos vamos nos familiarizando e fazendo as ligações junto com Grania.

Há uma forte ligação entre ambas famílias e é como se uma velha história se repetisse na vida de Grania e da própria narradora, Aurora, enquanto esta era ainda criança. E a conexão entre elas é forte desde o primeiro momento, como se houvesse algo certo naquilo. Grania se sente cativada logo de cara por aquela menininha graciosa e saltitante, com seu jeito adulto e maduro, apesar da pouca idade. É como a mãe de Grania diz, como se houvesse um espírito antigo dentro daquela menininha.

Essa conexão entre as personagens dá um novo sentido a vida de todos e abre portas para lembranças que devem ser desenterradas. E é aí que conhecemos os antepassados que mencionei, e sinceramente, por mim poderia ter um livro só sobre eles, porque Mary e Anna (avô de Aurora), também nos conquistam no decorrer das páginas. Mas no meio dessa nostalgia também há muito sofrimento e de repente ficamos tão próximos desses personagens que é difícil voltar no presente e acompanhar novamente a história de Grania e Aurora.


"Depois de passar uma parte tão grande da minha infância entre adultos, sempre me surpreendi com o fato de eles parecerem não conseguir dizer o que pensavam". (pág. 499)

Um personagem que amei, foi o Matt, namorado que Grania deixou sem explicação nos Estados Unidos, e vou te dizer, achei que ele foi mais paciente do que qualquer ser humano deve ser capaz, mas, o que o amor não faz com um homem, não é mesmo? Só sei que fiquei apaixonada. Sempre tem o personagem que a gente fica babando, né? Mas já aviso que ele não é o único! Esse livro é cheio de personagens cativantes, inclusive o pai de Aurora, Alexander (esse homem me abalou forte).

Quando tudo parece monótono e incerto na vida de Grania, reviravoltas que não somos capazes de prever acontecem e ali estamos nós, acompanhando tudo através da narração de Aurora, mas sentindo que estamos do lado dos personagens, vendo tudo pessoalmente.
Lucinda tem a habilidade de nos surpreender e a cada novo capítulo a vontade de saber mais sobre os personagens e suas histórias aumenta, não sendo possível desgrudar do livro. 
Admito, tentei ser forte e segurar as lágrimas, mas não deu. Esse é um daqueles livro que mexe com nossos sentimentos e com nosso psicológico, não consegui ter uma vida enquanto não terminasse de ler e fiquei desolada quando o fim chegou.


Minha dica para quem deseja se aventurar nesse romance é a seguinte: leia quando tiver bastante tempo disponível, não pelo livro ser grande, mas sim pela história. Se for lida pouco em um dia, pouco em outro, você pode ficar perdido pela complexidade da história com diversos personagens. Apenas não desista dessa ler, te garanto que vale completamente a pena.

Os personagens tão bem construídos, o sentimento através de cada página, principalmente quando Aurora está falando diretamente com o leitor e o mistério que aos poucos vamos desvendando, tornam essa história tocante e quase que dolorosamente, real. 

Depois de dito tudo isso, preciso ainda afirmar que é super recomendado? 
         
"Todos não procuramos e almejamos a magia do amor na maior parte da nossa vida?." (pág. 500)


Se vocês já leram esse ou outro livro da Lucinda, me contem nos comentários o que acharam! Caso vocês tenham interesse em adquirir A Garota do Penhasco, vou deixar aqui em baixo o link da Amazon!

Wattpad

Citação:

"O amor não é uma brincadeira! Não é a suavidade das flores! É trabalho pesado, uma busca que nunca termina. Exige tudo de você, especialmente a verdade. Somente então lhe concede recompensas."

- A Casa de Hades.

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